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Câmpus São Paulo terá o primeiro projeto de pós-doutorado do IFSP financiado pela Fapesp

Publicado: Sexta, 20 de Maio de 2022, 08h48 | Última atualização em Quarta, 15 de Junho de 2022, 10h29

O projeto será desenvolvido no IFungiLab (Câmpus São Paulo) sob a supervisão do professor Nelson Menolli Jr., da subárea de Biologia

O projeto de pós-doutorado aprovado intitulado “Diversidade e relações filogenéticas em Mycenaceae (Agaricales, Basidiomycota) com ênfase nas espécies da Mata Atlântica” (Processo Fapesp 2021/09109-1), será desenvolvido por Alexandre Gonçalves dos Santos e Silva-Filho, que passa a fazer parte da equipe do IFungiLab do Câmpus São Paulo como bolsista de pós-doutorado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sob a supervisão do professor do Departamento de Ciências da Natureza a Matemática, Nelson Menolli Jr. Este é o primeiro projeto de pós-doutorado financiado pela Fapesp a ser desenvolvido no IFSP.

O projeto do Dr. Silva-Filho, a ser desenvolvido entre 2022 e 2024, tem o objetivo de registrar e caracterizar a diversidade de cogumelos silvestres da família Mycenaceae que ocorrem na Mata Atlântica e reavaliar as relações sistemáticas desse grupo de fungos com base em dados morfológicos e moleculares.

O projeto está vinculado ao “Cogumelos da Mata Atlântica: diversidade e potencialidades de espécies comestíveis”, também sob a supervisão do professor Menolli e com financiamento da Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa - Jovem Pesquisador (Processo Fapesp 2018/15677-0). Silva-Filho desenvolverá sua pesquisa com a colaboração do docente do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), Cassius Vinicius Stevani, responsável pelo projeto “Quimiexcitação eletrônica em sistemas biológicos: bioluminescência e 'foto'química no escuro” (processo FAPESP 17/22501-2, Auxílio à Pesquisa - Temático).

De acordo Menolli, o grupo de cogumelos a ser estudado inclui aproximadamente 900 espécies conhecidas e de ampla distribuição mundial, sendo que, no Brasil, há o registro de cerca de 90 espécies, com o potencial de que esse número seja ainda maior a partir dos novos estudos, incluindo, inclusive, potenciais espécies novas a serem descritas para a ciência. Esse grupo de cogumelos inclui importantes componentes dos ecossistemas florestais que atuam como decompositoras de troncos, galhos e folhas da serapilheira, além de incluir a maior diversidade conhecida de fungos bioluminescentes, com aproximadamente 70 espécies, e também cerca de 30 espécies potencialmente comestíveis, conta.

O IFungiLab, onde o projeto será desenvolvido, representa o primeiro laboratório do Câmpus São Paulo totalmente destinado à pesquisa na área de biologia, e sua implantação e estruturação foi possível graças ao financiamento Fapesp e à contrapartida institucional do IFSP. Com a chegada do Dr. Silva-Filho, o IFungiLab completa sua equipe com o total de 22 colaboradores que atuam no Câmpus São Paulo, incluindo bolsistas e voluntários em diferentes níveis de formação (graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado) e que desenvolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão. Além dos projetos de pesquisa, o IFungiLab abriga também o projeto “Dispersar: dispersando esporos e inoculando informação”, vinculado à Coordenadoria de Extensão (CEX) do Câmpus São Paulo, que está iniciando seu terceiro ano de atuação.


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